<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7563697</atom:id><lastBuildDate>Sat, 21 Feb 2009 14:09:38 +0000</lastBuildDate><title>tiezzi</title><description></description><link>http://tiezzi.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (tiezzi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109388274908994871</guid><pubDate>Mon, 30 Aug 2004 16:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-09-07T02:32:26.080-03:00</atom:updated><title>estamos atendendo em novo endereço</title><description>Aos amigos que têm me prestigiado nesse blog, informo que me mudei para o &lt;a href="http://www.wunderblogs.com/tiezzi"&gt;www.wunderblogs.com/tiezzi&lt;/a&gt;. Não deixem de passar para uma visita, tomar um chazinho com biscoitos e jogar conversa fora. Abraços.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109388274908994871?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/estamos-atendendo-em-novo-endereo.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109370681314841715</guid><pubDate>Sat, 28 Aug 2004 15:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-28T12:30:00.840-03:00</atom:updated><title>horário eleitoral</title><description>Se você acha um absurdo termos um partido só para a causa operária, outro só para os democratas cristãos, mais um só para os aposentados da nação e ainda um para a reconstrução da ordem nacional, você está enganado. Os partidos nanicos anteviram o futuro da política. A ordem é segmentar. Uma verdadeira reforma política deve estimular a criação de partidos com propósitos bem definidos. Exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Fazedores de Bico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo é regulamentar a profissão de fazedor de bico, com sindicato, carteira assinada, 13o e férias, afinal ninguém é de ferro. Aliás, quem tiver ferro para consertar pode nos procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Astronautas Brasileiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seu programa de governo é inserir a América Latina na corrida espacial em posição mais digna do que a de encher o tanque de combustível de foguete americano. Por isso, formou um coeso bloco com astronautas do Paraguai e das Guaianas. Já conta com 16 membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Crápulas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pelo direito de esquecer o aniversário da mulher, de ser flagrado no motel com a secretária, de puxar o tapete do colega de trabalho, de engravidar moças ingênuas e não assumir, de usar bigode estilo Magnum, de ser sustentado por senhoras ricas, de parar de fingir romantismo assim que levar a mulher pra cama, de passar cantada na esposa do amigo, na irmã da esposa e naquela sobrinha que tá começando a nascer os peitinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Maníacos Depressivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é grande, o Brasil é forte, o Brasil tem jeito. Vamos juntos mudar o mundo. Está em nossas mãos construir um futuro promissor ou um futuro nebuloso. Porque do jeito que está a coisa vai mal, só tristeza, só desesperança. Êta paizinho de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido Dionisíaco Brasileiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pretende criar projeto de lei que instaura a suruba semanal no Congresso. Tem ganhado votos com seu slogan que diz que "a classe política tem mais é que se foder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Fracos e Oprimidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você que se sente frágil, cansado, desiludido, venha para o nosso partido. Você que sempre foi tratado como um ser abjeto, que se sente pequeno mesmo diante de uma pulga, venha se juntar aos seus iguais. Pense nisso antes de se matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido do Fundão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Formado por pessoas que sentavam no fundão nos tempos de colégio. Não tem candidato porque só quer avacalhar o dos outros. Nos debates, põem tachinhas nas cadeiras onde os candidatos se sentarão e fazem perguntas do tipo "que time é teu?" e "você tem dado em casa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partido dos Corações Partidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É, meu amigo, solidão é larva que cobre tudo. A mulher que você ama está em outra? Seu marido se mandou com a recepcionista? Cure essa ressaca e vamos mudar essa situação. Levante desse sofá, tire a Maysa da vitrola, junte-se a nós. Sabemos que é difícil, também já passamos por isso. Mas não queremos falar disso agora que dá uma baita vontade de chorar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109370681314841715?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/horrio-eleitoral.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109354646463958385</guid><pubDate>Thu, 26 Aug 2004 18:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-26T15:54:24.640-03:00</atom:updated><title>tipologia</title><description>&lt;strong&gt;Hermético Pop&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele escreve livros que ninguém entende, faz filmes que ninguém entende e pinta quadros que ninguém entende. Ainda assim todos acham ele o máximo. Nas pré-estréias, noites de autógrafos e &lt;em&gt;vernissages&lt;/em&gt; o público se acotovela para ficar perto dele e fazer um comentário sobre sua obra que os demais não entendem. O artista, que também não entende o comentário, aproveita essas ocasiões para fazer um gracejo intelectual. Todos riem, mesmo que ninguém tenha entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Machista Carinhoso&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando a esposa empolga-se falando de política para a roda de amigos o marido, sempre gentil, interrompe para dizer orgulhoso: "A Belzinha não é demais? Não falei que ela era inteligente?" Em outras ocasiões, quando a Belzinha está expondo sua indignação sobre algum assunto, o marido mostra preocupação com a esposa querida: "Belzinha, você não devia se preocupar tanto com isso." Às vezes, cansada das interrupções amorosas do marido, a Belzinha se irrita e vai embora. Mas o marido sabe contornar o mal-estar. "A Belzinha tá certa. Ser espontânea é que é o negócio."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Malandro Reprimido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele veste seu terno branco, capricha no perfume, confere o sorriso impecável no espelho e prepara-se para a boemia. Quando está já abrindo a porta, a mãe o chama. "Meu filho, não esqueceu nada, não?" Ele se aproxima da mãe e, envergonhado, dá um beijo na velha senhora. A mãe confere seu colarinho e com um pano úmido limpa uma mancha de batom que ficara da noite anterior. "Vai pra sinuca hoje, filhinho?" Ele diz que já falou mil vezes que 5a é dia da gafieira. "Vai, meu filho, vai", estimula a bondosa senhora. "Mas toma cuidado com essa garganta." Ele finalmente sai, não tão empolgado quanto antes. Do portão ainda ouve a mãe gritar: "Vê lá, hein? Antes da 5 da manhã quero você em casa."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109354646463958385?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/tipologia.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109336860100125031</guid><pubDate>Tue, 24 Aug 2004 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-26T15:52:35.613-03:00</atom:updated><title>globalização</title><description>Geovani dizia sempre que não era dono da esposa, mas apenas o acionista majoritário. Diante de olhares incrédulos explicava suas contas: a mulher de Geovani, Renata, era um mulherão; querer cem porcento do patrimônio, explicava o marido, era ilusão que ele não comprava; por isso, concluía, melhor uma empresa de capital aberto rentável do que uma fechada que o deixava no prejuízo.&lt;br /&gt;Na mesa de bar, sempre que Geovani expunha suas idéias que tratava por "lúcidas e, quiçá, revolucionárias", alguém o advertia se ele não estava deixando o capital abrir demais. Mas o fato é que por trás daquele despeito todos queriam certa participação acionária na mulher do Geovani e nunca conseguiram.&lt;br /&gt;Um dia, porém, um amigo disparou:&lt;br /&gt;- A Renata recebe também capital estrangeiro?&lt;br /&gt;Geovani não entendeu a insinuação. Mas como queria ter sempre uma resposta para dar, disse "naturalmente". E explicou que no mundo globalizado o capital não tem fronteiras.&lt;br /&gt;À noite, especulou com a esposa – eram raras as vezes que fazia isso – com quem que ela andava saindo. Renata, enquanto punha a camisola sob o olhar admirado de Geovani, primeiro tentou mudar de assunto, mas vendo que a informação interessava de fato ao marido, limitou-se a dizer: "com um espanhol aí."&lt;br /&gt;Geovani sentiu-se mais seguro. Pelo menos estava sabendo das tendências do mercado. Além do que, era um homem esclarecido: que diferença fazia se o sócio falava a língua de Machado ou de Cervantes?&lt;br /&gt;O problema é que à medida que o tempo passava os espanhóis pareciam controlar cada vez mais a holding. Os amigos diziam para Geovani abrir o olho, tomar o controle da situação. Geovani protestava – "onde já se viu impedir a livre iniciativa?" – mas não conseguia esconder a preocupação.&lt;br /&gt;Um dia, no entanto, perdeu o controle da empresa. Renata foi simples e direta como um funcionário de departamento pessoal que comunica uma demissão:&lt;br /&gt;- Estou indo embora para a Espanha. Foi legal entre a gente. Fica chateado não.&lt;br /&gt;Fez as malas e partiu. Mais tarde, sozinho em casa, Geovani viu que ela tinha esquecido a camisola que ele tanto apreciava. Ficou horas alisando o tecido e pensando em economia. Chorou.&lt;br /&gt;Hoje Geovani é um nacionalista convicto. Tem gravados discursos do Brizola, participa de protestos contra a globalização e, à primeira oportunidade, tece longos discursos xenófobos.&lt;br /&gt;Vive tranqüilo com sua noiva, Vivian. A firma é pequena, sem grandes atrativos, mas pelo menos não dá tanto trabalho. E é sua, toda sua. Pelo menos é o que o Geovani acha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109336860100125031?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/globalizao.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109262450503724383</guid><pubDate>Mon, 16 Aug 2004 02:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-15T23:48:25.036-03:00</atom:updated><title></title><description>A vida não tem significado. Tem existência.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109262450503724383?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/vida-no-tem-significado.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109223795192206975</guid><pubDate>Wed, 11 Aug 2004 15:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-11T12:25:51.923-03:00</atom:updated><title></title><description>Edu Lobo conta que seu parceiro Chico Buarque reclamou quando ele mudou algumas notas da melodia original que havia entregado para Chico colocar letra. A música era a extraordinária &lt;em&gt;Beatriz&lt;/em&gt;. Quando Edu Lobo ficou sabendo o motivo do protesto voltou imediatamente com as notas anteriores. É que Chico tinha feito coincidir a palavra "chão" com a nota mais grave da melodia, e a palavra "céu" com a mais aguda. Coisas de gênio.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109223795192206975?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/edu-lobo-conta-que-seu-parceiro-chico.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109208164424636047</guid><pubDate>Mon, 09 Aug 2004 19:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-09T17:00:44.246-03:00</atom:updated><title>vácuo</title><description>- E então, quando é que você vai aceitar meu convite pra um jantar?&lt;br /&gt;- Nunca, e você sabe muito bem porquê.&lt;br /&gt;- Não sei, não. Por quê?&lt;br /&gt;- Porque eu sou noiva.&lt;br /&gt;- Ué, noivas não jantam?&lt;br /&gt;- O que é que sua namorada acha de você ficar convidando outras mulheres para sair?&lt;br /&gt;- Para o seu governo, ela nunca falou nada. Tá certo que nunca ficou sabendo.&lt;br /&gt;- Pois eu teria vergonha de namorar com você.&lt;br /&gt;- Ok, ok, podemos ser apenas bons amantes.&lt;br /&gt;- Quem está feliz num relacionamento jamais vai atrás de amantes.&lt;br /&gt;- Você está feliz no seu?&lt;br /&gt;- Muito.&lt;br /&gt;- Seu noivo te trata bem?&lt;br /&gt;- Como uma rainha.&lt;br /&gt;- Ih, já vi tudo. Quando o sujeito é muito chegado num romance, na cama é uma comédia.&lt;br /&gt;- Aí que você se engana. O Alfredo é um homem completo.&lt;br /&gt;- Quer dizer que o Alfredo é o homem perfeito.&lt;br /&gt;- Claro que não. Perfeição não existe.&lt;br /&gt;- Então me fala um defeito do Alfredo.&lt;br /&gt;- Eu não vou ficar perdendo meu tempo com você.&lt;br /&gt;- Diz. Tem medo de falar do verdadeiro Alfredo?&lt;br /&gt;- Tá bom. Não vejo problema nenhum. O Alfredo tem uma coisa que eu não gosto, sim. Ele não dá muita atenção às coisas que eu falo.&lt;br /&gt;- É mesmo? Me fale mais a respeito.&lt;br /&gt;- Eu sinto que ele me acha bonita, me ama, mas não me admira. Você entende?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;- Não entendo com ele pode não admirar uma mulher admirável como você.&lt;br /&gt;- Lá vem você com as suas gracinhas.&lt;br /&gt;- Falo sério. E se você quer saber, abriria mão do prazer de te levar para cama se tivesse o prazer de só conversar com você.&lt;br /&gt;- Você não está falando sério.&lt;br /&gt;- Deixa eu te provar.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Aceitando meu convite para um jantar.&lt;br /&gt;Ela aceitou, afinal não faria nada que não quisesse. Rogério passou a noite inteira ouvindo Fernanda contar sobre seu dia, suas histórias, suas idéias. Não fez nenhuma insinuação, nenhum galanteio. Terminaram a noite na cama. Fernanda falou muito – antes, durante e depois do ato sexual. Rogério ouviu tudo prazerosamente. Com o prazer da conquista e de ter descoberto o único vácuo que Alfredo deixou em relação à noiva.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109208164424636047?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/vcuo.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109185455660278750</guid><pubDate>Sat, 07 Aug 2004 04:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-07T01:55:56.603-03:00</atom:updated><title></title><description>Assistindo &lt;em&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/em&gt; lembrei de uma lição que um amigo engraçado me deu.&lt;br /&gt;Foi no tempo em que eu votava, e no Lula. O nosso atual presidente concorria com o Fernando Henrique para ver quem iria substituir o Itamar. Escrevi um texto engajado, com boas frases, números e uma pitada de emotividade para mostrar porque o Lula era melhor que o FH, e coloquei o texto sob a porta de todos os apartamentos do prédio onde morava.&lt;br /&gt;Mais tarde encontrei com o meu amigo e ele, com o texto na mão, me perguntou:&lt;br /&gt;- Você que escreveu isso?&lt;br /&gt;- Fui - respondi, orgulhoso.&lt;br /&gt;- Sabe que esse texto me fez mudar meu voto?&lt;br /&gt;- É mesmo? - agora o orgulho atingia o ápice.&lt;br /&gt;- É. Agora vou votar no Fernando Henrique.&lt;br /&gt;Pois é, &lt;em&gt;Fahrenheit&lt;/em&gt; é tão grosseiro na sua manipulação, tão picareta na sua costura conspiratória, que acabei saindo do cinema nutrindo simpatia pelo Bush.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109185455660278750?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/assistindo-fahrenheit-911-lembrei-de.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109171807280038117</guid><pubDate>Thu, 05 Aug 2004 14:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-08-06T13:16:01.376-03:00</atom:updated><title>Vamos falar de coisas importantes: eu</title><description>Já estou no segundo mês de blog e ainda não me apresentei. Então, lá vai.&lt;br /&gt;Sou um sujeito ímpar. Nasci num dia 17, ímpar, de um mês ímpar (5), em um ano que só tem número ímpar, 1973, no hospital 9 de julho (9-7, ímpar, ímpar), às 23 horas e 25 minutos. Portanto, se for verdade aquela história de que Zeus dividiu os seres em dois para que cada metade passasse a vida a procurar a outra metade que lhe completa, eu devo ser uma peça sobrando.&lt;br /&gt;Mas felizmente não acredito em Zeus.&lt;br /&gt;Outra coincidência numérica na minha vida é que meu RG começa com o número 24. Quando tirei o CPF, qual a minha surpresa ao descobrir que também começa com 24.&lt;br /&gt;Mas felizmente não acredito em numerologia.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109171807280038117?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/08/vamos-falar-de-coisas-importantes-eu.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109129214836857431</guid><pubDate>Sat, 31 Jul 2004 16:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-31T13:42:28.366-03:00</atom:updated><title>em defesa da memória do cinema nacional</title><description>Hoje é chique gostar de cinema nacional, mas eu já gostava no tempo em que a fotografia dos filmes parecia ter sido revelada num balde de cândida*. Assistia para prestigiar a cultura nacional, pilar central da identidade de um povo, e para ver se rolava alguma mulher pelada. Nisso, acabava me deparando com diálogos inesquecíveis que moldaram minha formação literária. Nesta seção vou lembrar de alguns.&lt;br /&gt;Começando por &lt;em&gt;Eu Te Amo&lt;/em&gt;, do Jabor, que simboliza o cinema brasileiro da época. Tem a Vera Fischer e a Sonia Braga sem roupa a maior parte do tempo, o Pereio, e a história de dois personagens que travam uma batalha verbal fechados em um apartamento, escolhido para significar o aprisionamento das ilusões e porque a produção não tinha dinheiro.&lt;br /&gt;O filme é um compêndio de diálogos memoráveis. Um deles: Sonia Braga está na rua desesperada, tentando impedir a partida de seu amado Tarcisio Meira. Meira entra num táxi e se manda, deixando Sonia aos prantos.&lt;br /&gt;Se fosse cinema clássico, a cena estaria acabada, pois cumpriu sua função. Mas não. Jabor vai com a câmera junto do personagem secundário dentro do táxi, e ainda dá voz a um mais secundário ainda: o taxista. A cena não tem nada a ver com o andamento da história, mas permite que o taxista dê o seu recado. Diz ele, ante o olhar de saco cheio do Tarcisio Meira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(taxista gargalha) É isso aí, meu capitão. É isso aí, meu capitão. Mulé é um problema. Mulé é um problema. Eu mesmo tenho cinco mulé na noite, e de vez em quando arrio o cacete ni uma que é pra não sair do meu riscado. (gargalha mais). É isso aí, meu capitão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Essa é de autoria do Lusa Silvestre, da revista Vip&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109129214836857431?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/em-defesa-da-memria-do-cinema-nacional.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109094374947361311</guid><pubDate>Tue, 27 Jul 2004 15:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-27T12:55:49.473-03:00</atom:updated><title></title><description>Quando o jogador Edilson ficou fazendo palhaçada com a bola numa final contra o Palmeiras, boa parte da crônica esportiva (Juca Kfoury, por exemplo) absolveu - e até enalteceu - o "espírito irreverente do futebol brasileiro". Domingo o meia Tevez da Argentina fez até menos palhaçada contra o Brasil. E agora? Suponho que, por questão de coerência, os mesmos cronistas reconheceram no Tevez o espírito irreverente do nosso futebol.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109094374947361311?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/quando-o-jogador-edilson-ficou-fazendo.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109078935600655870</guid><pubDate>Sun, 25 Jul 2004 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-25T18:02:36.006-03:00</atom:updated><title></title><description>O&amp;nbsp;garotinho de &lt;em&gt;O Sexto Sentido&lt;/em&gt; ensinou que os mortos não sabem que estão mortos. Se isso for verdade, fico imaginando como seriam os instantes derradeiros de um homem, quando o auto-engano atinge seus limites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tive uma noite horrível. Não conseguia pegar no sono, estava me sentindo meio mal. Dormi e acordei várias vezes. Dormia e acordava, dormia e acordava. Felizmente uma hora dormi e não acordei mais.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Puxa,&amp;nbsp;como&amp;nbsp;é legal ver as pessoas&amp;nbsp;falando bem da gente. Mesmo esse padre, que eu nunca vi na vida,&amp;nbsp;falando das minhas&amp;nbsp;qualidades. Que bom ouvir tantos elogios... Ei, vai jogar terra na tua mãe!&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109078935600655870?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/o.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109068066874741197</guid><pubDate>Sat, 24 Jul 2004 14:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-24T12:01:38.203-03:00</atom:updated><title></title><description>Eu não era muito de curtir literatura pela internet. Primeiro porque só leio na cama ou no banheiro, e era difícil levar o monitor para esses dois lugares. Aí veio o livro dos wunderblogs e descobri que os melhores textos&amp;nbsp;literários não estavam nos livros, mas na rede. Leia &lt;em&gt;Carnaval dos Animais&lt;/em&gt;, de Fabio Danesi Rossi&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wunderblogs.com/fdr/archives/2003_03.html"&gt;http://www.wunderblogs.com/fdr/archives/2003_03.html&lt;/a&gt;, &lt;br /&gt;e &lt;em&gt;O Homem que Sabia Djavanês&lt;/em&gt;,&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;de Ruy Goiaba&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wunderblogs.com/puragoiaba/archives/2003_09.html"&gt;http://www.wunderblogs.com/puragoiaba/archives/2003_09.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e vejam se não tenho razão. Se tiver tempo, navegue pela obra inteira desses autores. Se quiser se aprofundar ainda mais, navegue por todo o wunderblogs &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wunderblogs.com/"&gt;http://www.wunderblogs.com/&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109068066874741197?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/eu-no-era-muito-de-curtir-literatura.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109033179676887758</guid><pubDate>Tue, 20 Jul 2004 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-20T10:56:36.766-03:00</atom:updated><title>blog notícias</title><description>Foram descobertas&amp;nbsp; fotografias de outra funcionária do Ministério da Agricultura em poses obscenas. O Ministério estuda providências a tomar. Uma delas seria mudar o nome para Ministério da Pecuária. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109033179676887758?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/blog-notcias.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109033165654685909</guid><pubDate>Tue, 20 Jul 2004 13:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-20T10:59:20.660-03:00</atom:updated><title>comentário de passagem</title><description>O mais estranho no debate dos filósofos Gianotti e Marilena é que o ponto central da discórdia foi o termo "imoralidade constitutiva da política brasileira". A Marilena atribuiu esse conceito,&amp;nbsp;criticando-o,&amp;nbsp;ao Gianotti, que o renegou. Os dois estão errados. O conceito é perfeito: "imoralidade constitutiva da política brasileira". Se nenhum dos dois quer a autoria, eu quero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109033165654685909?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/comentrio-de-passagem.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-109016564868892532</guid><pubDate>Sun, 18 Jul 2004 15:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-18T12:50:58.113-03:00</atom:updated><title>cortiço filosófico</title><description>Recentemente acompanhei um debate entre os professores José Arthur Gianotti e Marilena Chauí, do departamento de Filosofia da USP, nas páginas da Folha de S. Paulo. Emocionante. Gianotti mandava um jab kantiano na cara da Marilena, que de pronto devolvia com uma cuspida spinoziana. Os professores me ensinaram a xingar com elegância e com o intelecto. Não lembro bem os termos, mas reproduzo abaixo mais ou menos como foi. Entre parênteses, o subtexto do diálogo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gianotti&lt;/em&gt; - A professora Marilena, a despeito do seu brilho intelectual, tem padecido de uma visão interpretativa desfocada a respeito do atual quadro social (A Marilena só tá falando merda). &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marilena&lt;/em&gt; - Tenho o privilégio de desfrutar do convívio intelectual do professor Gianotti desde os tempos em que fui sua aluna, o que não significa necessariamente o alinhamento com as idéias expressas em sua obra (Conheço este imbecil não é de hoje e sei que só escreve bosta). &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gianotti&lt;/em&gt; - Embora eu seja um defensor inconteste da livre manifestação opinativa, ainda que essas manifestações nada tenham a ver com o que defendo, como nos lembrou Voltaire, acredito que há que se deixar sempre espaço para uma adequada reflexão prévia, indispensável para o verdadeiro debate (Fica na tua aí, ô vagabunda). &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marilena&lt;/em&gt; - Bem lembrada pelo professor Gianotti as virtudes da prudência argumentativa. Mas bem sabe o professor que há uma longa tradição filosófica que nos fala de formas apologéticas mais contundentes (Se encher meu saco, te meto a mão na cara). &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gianotti&lt;/em&gt; - Estou de acordo com a professora Marilena, ressaltando que este tipo de debate por ela mencionado por vezes apresenta resultados bastante salutares (Vem, vem!) &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Marilena&lt;/em&gt; - Suponho que com essa concordância o professor Gianotti, imbuído de sua vasta percepção analítica,&amp;nbsp;esteja também ciente do alcance que este tipo de&amp;nbsp;diálogo filosófico&amp;nbsp;pode apresentar, ainda que por vezes tome caminhos turbulentos (Tu tá forgado...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-109016564868892532?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/cortio-filosfico.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108994662863013023</guid><pubDate>Fri, 16 Jul 2004 02:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-16T00:02:04.240-03:00</atom:updated><title></title><description>Oi, people. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Aqui é o Everaldo. Mas podem me chamar de Ever. Ever Aldo. Para sempre Aldo. Ai, não foi o máximo essa? Bom, mas vamos deixar de tititi e tótótó e vamos direto ao que interessa. Eu sou o internet designer contratado que mudou a cara desse site. Ai, people, fala sério, aquele verde-azeite-de-padaria, tudo quadrado, um horror, coisa do passado que não volta mais. Bom, o caso é que eu botei umas cores mais suaves que simbolizam a leveza do texto, um azulzinho que simboliza aquela pitada de gargalhada e aqui em cima ó, tão vendo, uma fotinho recortada de uma plantinha que não simboliza porra nenhuma mas que eu achei um luxo. Artista não tem que ficar dando explicação de tudo o que faz, é ou não é? Eu só dou explicação para o imposto de renda e para o Carlinhos, e mesmo assim só quando eu apronto muito. Bom, agora eu vou saindo de fininho porque eu entrei com uma senha nova que eu botei depois de consultar a numeróloga e meu cliente não tá nem sabendo. Não podia perder a chance de fazer a propaganda, é ou não é? Quem precisar dos meus serviços sou internet designer, amestrador de poodle, manicure e corro na São Silvestre todo ano. Essa última coisa não tem nada a ver mas eu falei do mesmo jeito. People, adorei todos vocês mesmo sem tes conhecerem. Quem precisar, me chama. Me chama, me chama, me chamaaaaaaa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108994662863013023?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/oi-people.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108994563537013663</guid><pubDate>Fri, 16 Jul 2004 02:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-15T23:40:35.370-03:00</atom:updated><title>as ilusões perdidas</title><description>Quando eu era criança achava os filmes do Zé do Caixão um lixo. Na minha inocência, dava risada de tão toscos que eram. &lt;br /&gt;Quando cresci comecei a ouvir que Zé do Caixão era cult. Demorei a entender o que isso queria dizer, mas percebi logo que tratava-se de uma grande virtude. Eu mudei. Tanto que na última mostra de curtas fui ver um filme do Zé do Caixão. Misturei-me com seus admiradores, com medo que descobrissem que o gênio de hoje tinha sido esculhambado por mim no passado. Durante o filme, admirei a estética trash, a capacidade inventiva com recursos escassos. Na saída, pensei no quanto evoluí culturalmente. Mas uma voz em mim que não silenciava me dizia: "Puta filme tosco."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Quando eu era criança achava o Walter Hugo Khoury um puta chato. Tá certo que ele era um dos diretores que mais colocava mulher pelada em cena. Duro era entender como um sujeito cercado de belas mulheres, numa baita mansão e ainda com a cara do Tarciso Meira podia ter crises existenciais. &lt;br /&gt;Quando cresci comecei a ouvir que o Khoury era o Bergman brasileiro, que sabia como ninguém traduzir as angústias das classes abastadas e vazias. Passei a admirá-lo. Só nunca entendi como é que o Mauro Mendonça se recusou a comer a Xuxa em Amor, Estranho Amor. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108994563537013663?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/as-iluses-perdidas.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108994511003173054</guid><pubDate>Fri, 16 Jul 2004 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-15T23:31:50.033-03:00</atom:updated><title>discurso definitivo contra a política econômica</title><description>O Brasil está de joelhos diante do capital especulativo internacional. Precisamos sair dessa situação imediatamente, antes que o capital especulativo internacional resolva abrir a braguilha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108994511003173054?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/discurso-definitivo-contra-poltica.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108990000092219192</guid><pubDate>Thu, 15 Jul 2004 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-15T11:00:00.923-03:00</atom:updated><title></title><description>O problema de dividir intimidade com alguém é que acabamos revelando o verdadeiro idiota que somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108990000092219192?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/o-problema-de-dividir-intimidade-com.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108956695673074215</guid><pubDate>Sun, 11 Jul 2004 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-11T14:29:16.730-03:00</atom:updated><title></title><description>Não sei como fazer para ser um gênio, mas um bom começo é desistir de ser um gênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108956695673074215?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/no-sei-como-fazer-para-ser-um-gnio-mas.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108946968357445977</guid><pubDate>Sat, 10 Jul 2004 14:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-10T11:28:03.573-03:00</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;pudor &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;s.m&lt;/em&gt;. atentado violento ao sexo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108946968357445977?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/pudor-s.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108940036156213957</guid><pubDate>Fri, 09 Jul 2004 19:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-10T11:25:02.586-03:00</atom:updated><title>sobre ontem à noite</title><description>-  Alô?&lt;br /&gt;-  Alô? É o Assunção?&lt;br /&gt;-  Ele mesmo. Quem tá falando?&lt;br /&gt;-  Como assim? Não tá reconhecendo minha voz?&lt;br /&gt;A voz era grave e séria. &lt;br /&gt;-  Você vai me desculpar, mas... não tô reconhecendo.&lt;br /&gt;-  De ontem à noite, tá lembrado?&lt;br /&gt;Ontem à noite? O que tinha feito ontem à noite? Ele se lembrava que deu uma saída para tomar uma cerveja no bar da esquina e... mais nada. &lt;br /&gt;-  Rapaz, não leve a mal, mas é que agora me deu um branco...&lt;br /&gt;-  Também, com o porre que você tomou.&lt;br /&gt;A voz agora parecia mais descontraída. Sim, o porre. Bebeu demais e estava com ressaca amnésica. &lt;br /&gt;-  Ah, o porre. É, acho que bebi um pouco além da conta.&lt;br /&gt;-  Um pouco? Aquilo é que é bebedeira. Nem imagino o que podia acontecer se eu não estivesse por perto.&lt;br /&gt;-  Acontecer? Como assim?&lt;br /&gt;-  A briga, não tá lembrado? Quer dizer, a briga que não houve.&lt;br /&gt;-  Quem brigou?&lt;br /&gt;-  Ninguém brigou. Quer dizer, você não brigou porque eu não deixei. Vai dizer que não lembra que você começou a invocar com o pessoal da mesa ao lado?&lt;br /&gt;-  Eu fiz isso?&lt;br /&gt;-  Não só fez como eram três na mesa ao lado. E três pitbulls, desses que passam o dia na academia. &lt;br /&gt;Preciso parar de beber, ele pensou. Na dúvida, conferiu se não tinha nenhum machucado grave ou fratura. O da voz grave continuou.&lt;br /&gt;-  Tive que usar muita lábia para convencer eles a não te espancarem. Isso com você gritando que os três eram caso um do outro. &lt;br /&gt;-  Pô, rapaz, vou ficar te devendo essa. &lt;br /&gt;-  Não tem de quê.&lt;br /&gt;-  Bom, ainda bem que o pior não aconteceu. Então, mais uma vez valeu e a gente se fala...&lt;br /&gt;-  Pera aí, Assunção. E sobre aquele nosso assunto?&lt;br /&gt;Assunto? Não se lembrava de assunto nenhum.&lt;br /&gt;-  Ainda tá de pé, né?&lt;br /&gt;-  Acho que tá. Quer dizer, tá - respondeu Assunção, sem graça.&lt;br /&gt;-  Ótimo, então vou terminar de arrumar minhas coisas e em vinte minutos estou aí. &lt;br /&gt;-  Pera aí, pera aí. Como assim? Você vai vir aqui?&lt;br /&gt;-  Ué, claro. Pra eu morar aí eu vou ter que ir, certo?&lt;br /&gt;-  Morar? Que história é essa?&lt;br /&gt;A voz ficou ainda mais grave e mais séria. E irritada. &lt;br /&gt;-  Ô, Assunção, não lembrar dos pitbulls eu até entendo, mas não lembrar de tudo o que aconteceu com a gente?&lt;br /&gt;-  Com a gente? O que aconteceu com a gente?&lt;br /&gt;Depois de um silêncio a voz desatou a rir.&lt;br /&gt;-  Ah, Assunção, mais uma das suas. E eu quase ia caindo. Tô aprendendo a te conhecer, hein?&lt;br /&gt;-  Então, se a gente não se conhece, como é que você vai vir morar aqui...&lt;br /&gt;-  Eu também pensava assim. Até ontem à noite. Mas você foi me envolvendo com teu papo, Assunção. Puxa, tudo aquilo que você falou, sobre o amor não poder esperar. Sobre a gente seguir as emoções. &lt;br /&gt;Amor? Emoções? Deve ser outro Assunção, não é possível, pensou. Precisava se lembrar, precisava se lembrar. Era difícil se concentrar com a voz do outro lado, agora romântica.&lt;br /&gt;-  Eu sei, Assunção, que pode parecer uma atitude precipitada da nossa parte. Mas a noite foi tão especial. Eu, você, a varanda daquele hotel, as estrelas...&lt;br /&gt;-  Pera aí! Que papo é esse? Tá me estranhando, rapaz? - Assunção respondeu nervoso.&lt;br /&gt;-  Que é isso, Assunção? Tá maluco? Essas coisas a gente não apaga da nossa vida, não.&lt;br /&gt;-  Olha, acho que está havendo um grande, um absurdo mal entendido. Primeiro que eu sou hetero...&lt;br /&gt;-  Mas eu também sou, Assunção. A minha vida também mudou desde ontem à noite. Você acha está sendo fácil para mim lidar com esse sentimento que surgiu entre nós?&lt;br /&gt;-  Sentimento!? Que sentimento!? Ficou maluco? Bebeu?&lt;br /&gt;-  Quem bebeu foi você, Assunção. E não foi pouco não. Se não fosse eu para cuidar de você...&lt;br /&gt;-  Olha eu só não te parto a cara porque não sei quem você é.&lt;br /&gt;-  Ah, não sabe? Então faz o seguinte, Assunção. Dá uma olhada na sua pele, uns quatro dedos abaixo do umbigo.&lt;br /&gt;Que umbigo era esse agora? Ainda devo estar bêbado, pensou. Preciso parar de beber.&lt;br /&gt;-  Como assim, umbigo? Pirou?&lt;br /&gt;-  Nós dois piramos, Assunção. Aliás, mais você do que eu. Quem teve a idéia de tatuar nossos nomes um no outro hoje de manhã, depois que saímos do hotel? E quem falou que quatro dedos pra baixo do umbigo era um ponto sagrado? Não acredita? Dá uma olhada lá.&lt;br /&gt;Assunção levantou a camisa amarrotada e olhou para o umbigo. Sob a calça, um borrão que parecia ser de tinta. Quase em estado de pânico, abriu o botão da calça. Estava tatuado, em letras bem desenhadas: Valadares.&lt;br /&gt;-  Valadares é... você? - Assunção estava quase sem voz. &lt;br /&gt;-  Bingo! - a voz estava de novo alegre e romântica. - Olha, não fica assim não. Tenho certeza que vai dar tudo certo pra gente. Eu chego aí, a gente arruma nosso cantinho, faz um lanche...&lt;br /&gt;Valadares continuou falando sem parar, fazendo planos para o futuro. Disse que tinha certeza que, logo, iriam poder até casar na igreja. Enquanto ele falava dos sonhos que haviam traçado na noite anterior, Assunção pensava o que fazer. O nome e a voz do Valadares ali, grudados nele. Precisava ter calma, encontrar uma solução imediata. Como? Como fazer tudo voltar ao normal? A angústia só aumentava, a sensação de estranhamento, a falta da memória, a ressaca que nublava seus pensamentos. Tomou uma decisão.&lt;br /&gt;Desligou o telefone e foi tomar uma cerveja no bar da esquina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108940036156213957?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/sobre-ontem-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108929208485998454</guid><pubDate>Thu, 08 Jul 2004 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-08T10:08:04.860-03:00</atom:updated><title>método teatral Zé Celso</title><description>1) O teatro é uma arte exigente. Tudo começa com um mergulho no universo a ser representado, seja no realismo transcendente de Euclides, seja na dimensão mítica de Cacilda, seja na diegese simbólica de Eurípedes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Feito isso, é preciso que o ator incorpore em si esses universos, não só com seu intelecto, mas com suas vísceras. Aqui entra o namoro com o dionisíaco, a abnegação, a supressão da persona;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Aí é só todo mundo tirar a roupa e começar a peça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108929208485998454?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/mtodo-teatral-z-celso.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-7563697.post-108923981521024346</guid><pubDate>Wed, 07 Jul 2004 22:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2004-07-07T19:36:55.216-03:00</atom:updated><title>discurso de inauguração</title><description>Quero agradecer a duas pessoas que, sem elas, nada disso seria possível: Adão e Eva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7563697-108923981521024346?l=tiezzi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://tiezzi.blogspot.com/2004/07/discurso-de-inaugurao.html</link><author>noreply@blogger.com (tiezzi)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>